RENGA – Diálogo das horas
nas frestas do tempo,
fragmentos do que somos
dançam como poeira.
o cúmulo de toda
uma existência.
a existência
acumulada
em restos de poeira.
O riso transitório
naufraga em lágrimas
O riso do dia
passa pelo tempo,
e a luz se desfaz na memória.
Na vaidade das horas, teu riso escorre
como ouro quente pela tarde
E o tempo, espanto vão, mal o percebe,
Quando em pó fino o instante se dissolve,
Restando apenas a miragem breve.
Ouço o tempo em finos fragmentos.
No resgate da palavra o mundo se recorda inteiro.
E o que resta,
desse amor insano,
Que devora a alma, e me deixa em chamas.
Alcança o meu olhar um mundo inteiro,
debalde grite, em cacos, meu coração partido.
a miragem desértica
sopra poeira de riso e pranto
atrás do olho nu do tempo
sob o olho do tempo, a poeira se vai —
entre riso e pranto, só a miragem dura.
Autores:
Anna Liz
Maria Marta Nardi
Silvana Meneses
Wanda Cunha
Luiza Cantanhêde
Frahm Torres
Regilane Maceno
Sidnei Olívio
Adriana Bezerra
Alzerina Pinho
Noélia Ribeiro
Anna Liz
Anna Liz e Maria Marta Nardi; Silvana Meneses; Wanda Cunha; Luiza Cantanhêde; Frahm Torres; Regilane Maceno; Sidnei Olívio; Adriana Bezerra; Alzerina Pinho; Noélia Ribeiro
Enviado por Anna Liz em 28/11/2025
Alterado em 28/11/2025
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