POEMAS SURREALISTAS
meu corpo,
prisão de ossos
abre grades
(por dentro)
liberdade é peixe
que voa pela janela
com guelras cheias
(de céu)
relógio pasta carne viva
homens plantam
fechaduras nos olhos
pássaro costura
asas no vento
com linhas de horizonte
e agulhas de lampejos.
gaiola no peito
vazia por dentro
infinita por fora.
Anna Liz
Enviado por Anna Liz em 19/10/2026
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